
Publicado em: 20 de maio de 2024 - Por Casa du Mare

Publicado em: 20 de maio de 2024 - Por Casa du Mare
Alfredo Volpi (1896-1988) foi um dos maiores nomes da Segunda Geração de Arte Moderna no Brasil e deixou como legado uma série de pinturas de vários estilos com um colorido especial – não por acaso ele ficou conhecido como o “mestre das bandeirinhas”. Eclético e experimental, seu trabalho passou por diversas fases.
Sua identificação com o Brasil é tanta, que ninguém o associa a Itália. Contudo, Alfredo Foguebecca Volpi é natural da província de Lucca, na região da Toscana. Só que ele chegou em terras brasileiras com apenas 18 meses de vida.
Autodidata, ele próprio buscava aprimorar sua técnica, mas sem ter as referências de grandes nomes do período. Isso porque, pela sua origem simples, ele não tinha acesso a grandes nomes da pintura da época.
Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas, como Mário Zanini e Francisco Rebolo, entre outros. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista – FAP. Sua produção inicial é figurativa, destacando-se marinhas executadas em Itanhaém, São Paulo. No fim dos anos de 1930, mantém contato com o pintor Emídio de Souza. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu e encanta-se com a arte colonial, voltando-se para temas populares e religiosos. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir.
Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, na Galeria Itá, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini, quando impressiona-se com obras pré-renascentistas. Passa a executar, a partir da década de 1950, composições que gradativamente caminham para a abstração. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe, em 1953, o prêmio de Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo, dividido com Di Cavalcanti; em 1958, o Prêmio Guggenheim; em 1962 e 1966, o de melhor pintor brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro.