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Um registro para ficar na memória

Um lampejo de criatividade na vibrante década de 80 capturou a alma dos bares cariocas em uma coleção deslumbrante de serigrafias, intitulada BAR. Com o então empresário e diretor do Centro Cultural Itaipava, Richardson Valle, liderando o projeto, os maiores talentos artísticos do Brasil foram convidados a imortalizar, com um toque de humor, cenas dos icônicos bares do Rio.

Essa colaboração resultou em uma obra extraordinária, agora disponível para aquisição em nosso site. As serigrafias podem ser adquiridas individualmente ou como uma coleção completa, permitindo que cada peça traga um fragmento da vida carioca para o seu espaço.

Impressas pela renomada Lithos, uma das mais prestigiadas empresas de impressão gráfica artística do Brasil, essas obras são um testemunho da excelência e da paixão dos artistas envolvidos.

Na fotografia, podemos vislumbrar alguns dos brilhantes criadores dessa coleção encantadora: Lan, Nássara, Jorge de Salles, Mendez, Daniel Paz, Hélio e Zito Sabaki, ao lado de Richardson Valle e do diretor da Lithos, Guilherme Rodrigues. Mergulhe na atmosfera dos bares cariocas e deixe-se envolver pela magia de BAR.

Melinda Garcia

Artista plástica, escritora e escultora, Melinda Garcia ingressou no mundo das arte aos 7 anos, no curso infantil da Escola de Belas artes do Rio de Janeiro.

Aos 17 frequentou aulas livres no Parque Lage e, a partir daí, começou a criar e comercializar suas obras profissionalmente. As formas angulares e posteriormente as séries temáticas são marcas de sua percepção com forte influência da arte conceitual trazendo também abstrações que dialogam com a estética e função holística do objeto artístico.

Um de seus trabalhos mais conhecidos Velocidade, Alma e Emoção é um monumento em homenagem a Ayrton Senna situado na cidade de São Paulo e que, até o ano de 2017, estava exposto na entrada do Túnel Ayrton Senna e que em maio do referido ano foi deslocado para a Praça Ayrton Senna do Brasil, no interior do Parque do Ibirapuera.

Em 2017, ganhou o prêmio na categoria Escultura, concedido pela XI Bienal de Arte Contemporânea de Florença.

Orlando Brito – um artista completo

Fotógrafo e jornalista Orlando Brito era reconhecido pela cobertura política em Brasília. Mineiro e de família pioneira na capital, Brito começou sua vida profissional no jornal O Globo e depois migrou para a Veja, onde ficou por 16 anos. Foi também editor de fotografia do Jornal do Brasil, no Rio. Autor de diversos livros de fotografia, tornou-se hors concours” do Prêmio Abril de Fotografia, que ganhou 11 vezes.

O que muitos não sabem é que Orlando Brito foi um dos maiores aquarelistas de sua época, retratando ícones da cidade do Rio de Janeiro.

Suas obras ultrapassaram o registro fotojornalístico e retrataram um discurso poético-artístico a ponto de terem sido incorporadas aos acervos de instituições como o Museu de Arte de São Paulo.

Ziraldo – o pai do Menino Maluquinho

Ziraldo foi um cartunista, desenhista, jornalista, cronista, chargista, pintor e dramaturgo brasileiro. Criou o personagem de quadrinhos infantil “O Menino Maluquinho”, conhecido mundialmente.

Foi um dos fundadores da revista humorística “O Pasquim”. Uma de suas principais serigrafias pode ser vista e adquirida aqui! Ela traduz com humor cenas dos bares cariocas.

Coleção BAR

Esta coleção está ligada a maior expressão das artes plásticas em serigrafia. Dentre os artistas que participaram dessa obras estão: Chico Caruso, Ziraldo, Millô Fernandes, Miguel Paiva, Ziraldo, dentre outros.

A coleção reúne posters de humor dos mais destacados artistas do gênero, formando um conjunto valiosíssimo, inteligente e de um visual riquíssimo.

Enrico Bianco – assistente de Portinari

Pintor, desenhista e muralista. Realizou sua primeira exposição individual ainda em Roma, em 1936. Chegou ao Brasil em 1937, fixando-se no Rio de Janeiro. Foi assistente de Portinari na realização dos murais do prédio do antigo Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, e da sede da ONU, em Nova York. Participou da I Bienal de São Paulo, em 1951. Trabalhou também na ilustração de livros, entre os quais podemos citar O caçador de esmeraldas, de Olavo Bilac, edição dos Cem Bibliófilos do Brasil (1951).

Realizou várias individuais, com destaque para a do Museu Nacional de Belas Artes, em 1982. Em 1996, integrou a mostra Visões do Rio: 50 Anos Banerj, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. É colaborador eventual da Tribuna da Imprensa, no Rio de Janeiro.

Cícero Dias – discípulo de Pablo Picasso

Nascido em 1907, em Escada, zona da mata pernambucana, Cícero Dias despertou para a arte logo na infância, mostrando interesse pelo desenho. 

Esse despertar e a busca por melhores oportunidades para expressar sua arte fizeram com que ele, em 1920, com apenas 13 anos, parta para o Rio de Janeiro. Na cidade maravilhosa, se matricula nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes.

O artista foi um dos principais pintores da arte moderna brasileira. Transitando entre o figurativismo e a abstração geométrica, as aquarelas do artista também apresentavam fortes toques surrealistas, o que mostra como ele foi plural e como seu trabalho foi original e autoral. 

Em 1940, em Paris, conhece e se torna amigo do mestre cubista Pablo Picasso. Assim, se torna a peça chave para trazer para o Brasil, em 1953, uma das principais obras de todos os tempos: a Guernica. 

Entre as características das obras de Cícero Dias, podemos citar as influências das estéticas figurativas, surrealistas e abstratas, assim como a presença de uma linguagem mais desconexa e a constância das temáticas do Nordeste e de corpos femininos. 

Carlos Scliar – um notável artista brasileiro

Foi um renomado desenhistagravuristapintorilustradorcenógraforoteirista e designer gráfico brasileiro.

Nascido em 21 de junho de 1920 numa família judaica, desde cedo revelou vocação para a comunicação, o desenho e a pintura. Aos onze anos começou a publicar seus primeiros artigos ilustrados e, aos catorze anos, recebeu as primeiras aulas de arte com pintor austríaco Gustav Epstein. Participou constantemente de exposições no Brasil e em todos os centros artísticos mundiais, registrando sempre absoluto sucesso.

Gravurista por opção, apaixonou-se pela serigrafia, em cuja técnica desenvolveu várias séries. Aliás, uma das importantes características de Carlos Scliar era a sua capacidade de inovar, buscando novos materiais que lhe servissem de base e técnicas as mais variadas, desde têmpera até o acrílico, passando pelas artes gráficas.

Alfredo Volpi – o mestre das bandeirinhas

Alfredo Volpi (1896-1988) foi um dos maiores nomes da Segunda Geração de Arte Moderna no Brasil e deixou como legado uma série de pinturas de vários estilos com um colorido especial – não por acaso ele ficou conhecido como o “mestre das bandeirinhas”. Eclético e experimental, seu trabalho passou por diversas fases.

Sua identificação com o Brasil é tanta, que ninguém o associa a Itália. Contudo, Alfredo Foguebecca Volpi é natural da província de Lucca, na região da Toscana. Só que ele chegou em terras brasileiras com apenas 18 meses de vida.

Autodidata, ele próprio buscava aprimorar sua técnica, mas sem ter as referências de grandes nomes do período. Isso porque, pela sua origem simples, ele não tinha acesso a grandes nomes da pintura da época.  

Em 1911, torna-se pintor decorador e começa a pintar sobre madeiras e telas. Na década de 1930 passa a fazer parte do Grupo Santa Helena com vários artistas, como Mário Zanini e Francisco Rebolo, entre outros. Em 1936, participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo e integra, em 1937, a Família Artística Paulista – FAP. Sua produção inicial é figurativa, destacando-se marinhas executadas em Itanhaém, São Paulo. No fim dos anos de 1930, mantém contato com o pintor Emídio de Souza. Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu e encanta-se com a arte colonial, voltando-se para temas populares e religiosos. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir.

Sua primeira exposição individual ocorre em São Paulo, na Galeria Itá, em 1944. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini, quando impressiona-se com obras pré-renascentistas. Passa a executar, a partir da década de 1950, composições que gradativamente caminham para a abstração. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe, em 1953, o prêmio de Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo, dividido com Di Cavalcanti; em 1958, o Prêmio Guggenheim; em 1962 e 1966, o de melhor pintor brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro.